As melhores histórias de “Filmes que Marcam Época”, série que mostra os bastidores de clássicos do cinema

14.01.2020 | 19h50 - Atualizada em: 15.01.2020 | 09h59
Anna Rios
Por Anna Rios
Cartaz de "Filmes que Marcam Época" com destaque para os personagens principais dos longas

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Seriado da Netflix traz relatos de atores e de quem esteve por trás das câmeras

Você sabia que mandaram queimar o negativo do filme Dirty Dancing? E que Esqueceram de Mim foi quase todo filmado no ginásio de uma escola? Você poderia imaginar que Os Caça-Fantasmas quase recebeu outro nome?

Todas essas histórias são mostradas em Filmes Que Marcam Época, série documental da Netflix voltada para os amantes do cinema. Em quatro episódios, são mostrados os bastidores do surgimento de quatro longas que foram sucesso de bilheteira, transformaram a cultura pop e ainda inspiram gerações: Dirty Dancing - Ritmo Quente (1987), Esqueceram de Mim (1990), Os Caça-Fantasmas (1984) e Duro de Matar (1988).

Com relatos de atores e de quem esteve por trás das câmeras, o seriado conta como se faz um filme de sucesso. Na maioria das vezes, as histórias precisaram enfrentar a desconfiança e várias negativas de grandes produtoras antes de chegar ao topo. 

Além de revelar parte da história do cinema, Filmes que Marcam Época é uma oportunidade para os envolvidos nessas produções revisitarem a própria trajetória. Para muitos, os títulos selecionados representaram um salto na carreira. 

Confira as melhores histórias contadas na série (com poucos spoilers):

Rejeitado mais de 40 vezes

Swayze e Grey: química em cena, brigas fora delasFoto: Divulgação

O primeiro episódio é destinado a Dirty Dancing, traduzido no Brasil por Ritmo Quente. O filme de 1987 foi rejeitado 42 vezes por gigantes de Hollywood, que achavam a história "feminina demais". Nos estúdios, claro, o comando era dos homens, que consideravam escandaloso mostrar no cinema danças sensuais e uma cena de aborto. 

A série também revela que a química entre os atores principais já aflorou durante o teste de elenco. Porém, durante as gravações, Jennifer Grey (Baby) e Patrick Swayze (Johnny Castle) não se davam muito bem. Outra dificuldade foi uma lesão no joelho esquerdo de Swayze, que teve que aguentar firme para gravar a memorável e até hoje reproduzida cena final.

Gravado em uma escola

Macaulay Culkin: o esquecidoFoto: Divulgação

No segundo episódio de Filmes que Marcam Época, são relevados os bastidores da criação de Esqueceram de Mim, filmado em uma escola em Chicago. Sim, a residência verdadeira do abandonado Macaulay Culkin mostrada toda decorada de vermelho e verde por conta do Natal só foi usada oficialmente em cenas externas. O interior da casa foi construído dentro de um ginásio de um colégio local e 80% do filme foi gravado lá.

A série também mostra que o longa teve um investimento grande em dublês, pela sequência de tombos encarada pelos dois ladrões. Em depoimento, um dos dublês afirma que as quedas eram reais. Sempre que um deles se estatelava no chão, provocava um frio na espinha de quem estava acompanhando as gravações. Por sorte ou profissionalismo, ninguém se machucou.

O negócio da família

Dan Aykroyd (D) em cena: criador e atorFoto: Divulgação

Dan Aykroyd, um dos criadores e atores de Os Caça-Fantasmas, escreveu o filme com base na história de sua família. Desde os tempos de seu avô, os Aykroyds eram conhecidos por fazer estudos paranormais nos Estados Unidos. 

Em depoimento ao seriado, Dan disse que considera o longa uma continuação do legado da sua família.

O episódio ainda aborda problemas envolvendo o título: como um estúdio pequeno já possuía os diretos do nome oficial (Ghostbusters), várias cenas foram gravadas duas vezes, substituídas por um nome alternativo (Ghostbreakers). 

Um filme para Frank Sinatra

Bruce Willis: da chacota ao sucessoFoto: Divulgação

Filmes que Marcam Época revela que, ao invés de Bruce Willis, o primeiro filme da franquia Duro de Matar já estava planejado com outro protagonista: Frank Sinatra. O cantor havia aparecido na adaptação do livro The Detective, de Roderick Thorp, para o cinema, em 1968. Nothing Lasts Forever (1979), sua sequência, também foi pensada para as telonas, com o mesmo ator. 

Porém, quando Duro de Matar saiu do papel, Sinatra já havia abandonado o cinema. E abriu vaga para um jovem ator, até então só conhecido por participar de comédias na televisão. Em um primeiro momento, Willis foi recebido com chacota e seu rosto chegou a ser retirado dos cartazes de divulgação do filme, mas logo depois seu papel de policial atrapalhado e irônico contagiou o público.

*por GaúchaZH

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