Christopher Nolan e mais 40 cineastas pedem apoio financeiro aos cinemas

19.01.2021 | 20h16 - Atualizada em: 22.01.2021 | 08h19
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Por Folhapress
Christopher Nolan

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Em 2020, as redes de cinema do Reino Unido registraram queda de 76% nas receitas

Nomes de peso da indústria cinematográfica publicaram uma carta pedindo que o governo do Reino Unido ajude financeiramente as redes de cinema britânicas, que vêm passando por dificuldades econômicas devido à pandemia. Assinado por mais de 40 personalidades da indústria - incluindo os cineastas Christopher Nolan, Steve McQueen, Danny Boyle, Guy Ritchie e a produtora da franquia "007", Barbara Broccoli -, o documento foi enviado ao ministro das Finanças, Rishi Sunak.

"Todas as nossas carreiras foram construídas em grande parte com os benefícios trazidos pelos cinemas do Reino Unido. Mas esses locais estão entre aqueles que foram mais duramente atingidos pela Covid-19 e precisam de mais apoio se quiserem sobreviver e continuar a servir suas comunidades", diz a carta. A reivindicação faz parte da campanha Keep the Magic Alive, algo como "mantenha a magia viva", promovida pela associação de cinema do Reino Unido.

O documento menciona as dificuldades enfrentadas pelas grandes redes de exibição, que continuam fechadas - em função das medidas de restrição adotadas no país - e já estariam "à beira de um abismo". "Essas companhias representam mais de 80% do mercado, de muitas maneiras constituindo sua 'massa crítica' e ajudando a impulsionar o sucesso de setores associados, como os de distribuição de filmes e produção. Sem elas, o futuro de toda a indústria cinematográfica do Reino Unido pareceria extremamente precário."

Segundo um relatório divulgado por uma empresa de análise de bilheterias, em 2020, as redes de cinema do país registraram uma queda de 76% nas receitas devido à pandemia. No total, a arrecadação ficou em £ 322,2 milhões, ou R$ 2,3 bilhões, em comparação com o £ 1,3 bilhão - R$ 9,3 bilhões - do ano anterior.

No ano passado, o governo do Reino Unido injetou recursos adicionais no setor, mas, como diz a carta assinada pelos cineastas, o financiamento foi direcionado para uma única rede de exibição e para os cinemas independentes.

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