Como acertar em cheio na escolha de um bom vinho

05.08.2019 | 10h08 - Atualizada em: 05.08.2019 | 10h33
Luisa Wink
Por Luisa Wink
Como acertar em cheio na escolha de um bom vinho

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Confraria do vinho

Especialista dá dicas para nunca mais errar ao escolher um rótulo para qualquer ocasião

Foto: Ricardo Wolffenbüttel

Quem não entende muito de vinho geralmente leva em conta dois critérios na hora de escolher uma garrafa: preço e aparência do rótulo. Com esse método, é fácil errar na escolha e se decepcionar com a bebida, já que a variedade de vinhos no mercado é tão extensa que muitos outros pontos devem ser levados em conta na hora da escolha. 

Mas isso não significa que selecionar um bom rótulo tem que ser difícil. Algumas dicas simples e fáceis de lembrar podem ajudar a tomar essa decisão tão subjetiva de forma mais certeira. 

Para a sommelier Regina Essenburg, da Decanter Florianópolis, um passo importante é saber o estilo do vinho que deseja. 

— Decida se prefere um vinho mais leve ou descontraído, mais ou menos estruturado e complexo, um rótulo mais universal ou exclusivo. Isso está diretamente ligado aos objetivos ou momentos em que serão degustados, como um presente, recepção, encontro com amigos, jantar harmonizado, momentos românticos, etc — indica a sommelier. 

Confira outras dicas para acertar na escolha de um vinho:

1 - Escolha de acordo com a ocasião

Você está buscando um vinho para beber sozinho, com amigos, para dar de presente? Tudo isso impacta na escolha. Se for beber sozinho, terá mais liberdade para escolher o que agrada apenas a você e até de se aventurar a provar algo novo. Se mais pessoas vão dividir a(s) garrafa(s), é preciso buscar algo mais genérico, que agrade vários paladares. E se for dar de presente, é preciso levar em conta o gosto de quem vai presentear.

— O importante é beber o que se gosta. Mas momentos descontraídos pedem vinhos da mesma forma, leves e soltos. Espumantes, brancos, rosés e tintos leves são muito versáteis — explica Regina.

2 - Harmonização em jantares

Se o objetivo é acompanhar um jantar, o cardápio é muito importante. Para uma boa harmonização, pratos leves pedem vinhos de menor estrutura e pratos mais elaborados, mais consistentes, pedem vinhos mais complexos. Para frutos do mar de preparação delicada, o ideal é evitar os tintos, já que os taninos geram uma sensação metálica em contato com o iodo da água do mar. Por outro lado, com carnes ou molhos de sabor mais intenso, os tintos se sobressaem. 

— A variedade de uvas e estilos é imensa e favorece a degustação de diferentes tipos.  Quando o vinho acompanha dias de calor, praia e descontração, direcionamos para espumantes, brancos e rosés — diz Essenburg. 

3 - Entenda do que você gosta 

Escolher entre um tinto, branco ou rosé também é um bom começo. Em seguida, escolha: suave, meio seco ou seco? Essa indicação costuma aparecer nos rótulos dos vinhos, assim como a porcentagem de álcool da bebida. Quanto mais alcoólico, maior será a sensação ‘’aquecimento” da bebida na boca, assim como a densidade. 

4 - Leia o rótulo

No rótulo também estarão o nome da vinícola, o tipo de uva, a classificação, a safra e a região de produção. Algumas vinícolas do Velho Mundo (aquelas das regiões que originaram a bebida, como França, Itália, Espanha e Portugal) não especificam o nome da uva, mas apenas a região de produção, já que cada uma delas possui propriedades específicas, tradição e autenticidade vinculada à expertise do produtor. Já os vinhos do chamado Novo Mundo (dentre eles, Brasil, Argentina, Chile, África do Sul e Estados Unidos), feitos com técnicas modernas e tecnologia, costumam dar mais detalhes das características das uvas.

Além disso, o verso dos rótulos costuma dar uma curta descrição do vinho, mencionando detalhes sobre acidez, corpo, equilíbrio, estrutura e taninos, além de informações técnicas. Alguns trazem até sugestões de harmonização. Uma boa forma de começar a treinar o paladar é, ao beber um vinho, procurar identificar os elementos dele na bebida, prestando atenção a suas características principais. 

5 - O ano importa?

A grande maioria dos vinhos comercializados no mercado é destinada ao consumo ainda jovens, de 1 a 3 anos de elaboração. Para os vinhos de guarda, especialmente os europeus, a safra traduz os resultados das condições climáticas de cada período.

— As condições climáticas interferem diretamente em todo o ciclo vegetativo da videira, incluindo a colheita. Os grandes vinhos de Bordeaux, por exemplo, poderão ter preços muito maiores em safras consideradas excelentes do que os mesmos rótulos em anos médios ou ruins. Mas é importante destacar que "um bom produtor" faz vinhos excelentes em todas as safras, preservadas as peculiaridades de cada uma — explica Regina. 

Quem busca aprender a degustar bons vinhos, uma boa pedida é o Confraria do Vinho, evento que está marcado para 15 de agosto e para outras quatro datas ainda neste ano. 

O evento harmoniza pratos da alta gastronomia com vinhos e espumantes catarinenses e de diferentes partes do mundo e é o momento ideal para aproveitar uma noite descontraída na Alameda Casa Rosa, um dos espaços mais conceituados da Capital. Os ingressos já estão à venda pelo site Blueticket.

Saiba mais sobre o evento clicando aqui.

O quê: Confraria do Vinho Itapema 2019

Datas:

2ª edição – 15/08

3ª edição – 12/09

4ª edição – 10/10

5ª edição – 07/11

6ª edição – 12/12

Horário: 20h

Onde: Alameda Casa Rosa (Rodovia Admar Gonzaga, 3401 - Itacorubi, Florianópolis)

Ingressos: R$160. Podem ser adquiridos no site Blueticket ou nos pontos de venda (Siqlo Beiramar Shopping, Bellacatarina, Decanter, O Padeiro de Sevilha, Geração Hyundai, Escritolândia SC 401 e Jazzinn).

 

 

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