Cynthia Erivo vive Aretha Franklin em série do Star+

27.09.2021 | 13h37
Folhapress
Por Folhapress
Depois de "Genius: Aretha", Erivo tem mais seis projetos para serem lançados no futuro breve

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A atriz já conquistou um Emmy e um Grammy

Celie, papel de uma menina negra do sul dos Estados Unidos castigada por uma sociedade racista, misógina e homofóbica, que já pertenceu a Whoopi Goldberg no filme homônimo de 1985, representou uma virada na carreira de Cynthia Erivo. A produção, aclamada, garantiu a ela um Tony de melhor atriz e atraiu os olhos de produtores de teatro, cinema, televisão e música.

Sim, Erivo parece ser um arraso em qualquer área por onde passa, e prova disso é que, nessa última meia década, além do prêmio máximo do teatro americano, ela ainda conquistou um Emmy e um Grammy. Também foi indicada ao Oscar duas vezes –pelo trabalho como atriz e como compositora no filme "Harriet".

Se tivesse arrematado uma das estatuetas douradas no ano passado, teria entrado para o exclusivíssimo clube dos EGOTs, uma lista enxuta de artistas que conquistaram as quatro maiores honrarias da indústria americana de entretenimento –o Emmy, o Grammy, o Oscar e o Tony. Mas não há pressa, já que Erivo, aos 34 anos, só agora começou a desabrochar.

"Eu estou aproveitando muito esse momento, porque, sabe, eu sou insaciável quando o assunto é trabalho", diz a atriz por videoconferência. "Eu amo o que faço e amo poder criar, então o verdadeiro desafio é não ter horas suficientes no dia para fazer tudo o que eu gostaria de fazer."

A atriz grava agora "Genius: Aretha", onde dá a vida a personagem Aretha Franklin, rainha do soul e ícone da cultura negra. A série antológica da National Geographic já teve temporadas em que Geoffrey Rush assumiu o giz de cera de Albert Einstein, e Antonio Banderas, os pincéis de Pablo Picasso.

Os oito episódios deste terceiro ano da produção chegam ao Brasil como parte do catálogo do Star+, serviço de streaming recém-lançado pela Disney. Pelo trabalho, Erivo está indicada ao Emmy de melhor atriz em minissérie ou filme para a TV –os vencedores serão revelados no mês que vem.

"A primeira memória que tenho da música da Aretha é de quando eu tinha nove ou dez anos e escutei ela no carro da minha mãe, a caminho para a escola", diz ela, sobre uma época em que certamente não pensava que um dia interpretaria a cantora que embalava suas viagens. "Eu me apaixonei por aquele som, pelo jeito como ele me fez sentir."

"Genius: Aretha" cobre uma boa parte da história da rainha do soul, com um belo enfoque em sua relação com o pai, o pastor e ativista pelos direitos civis C. K. Franklin, vivido por Courtney B. Vance. Há temas comuns à trama que a alçou ao estrelato, "A Cor Púrpura", já que a série mostra os entraves que a voz de uma mulher negra, mesmo que tão poderosa quanto a dela, precisou enfrentar numa sociedade ainda muito retrógrada.

Depois de "Genius: Aretha", Erivo vai provar que, de fato, seu único inimigo é o tempo. Ela tem mais seis projetos para serem lançados no futuro breve. O que pretende apresentar a atriz a um público ainda mais amplo é a nova versão da Disney para "Pinóquio", na qual ela viverá a Fada Azul sob a direção de Robert Zemeckis, acompanhada de Tom Hanks e Luke Evans.

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