Flávio Venturini celebra retomada da turnê Encontro Marcado: "Nossa história está muito interligada"

18.07.2022 | 12h01 - Atualizada em: 18.07.2022 | 12h18
Mariana de Ávila
Por Mariana de Ávila
Flávio Venturini

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Mundo Itapema

Em entrevista à Itapema FM, cantor fala do show com os parceiros Sá, Guarabyra e 14 Bis, nesta quinta-feira (21) em Florianópolis.

No final de semana passado, em Belo Horizonte, sete amigos retornaram aos palcos juntos para relembrar músicas que marcaram a MPB brasileira. O show intimista Encontro Marcado chega a Florianópolis nesta quinta-feira (21), com apresentações de Flávio Venturini, Sá e Guarabyra e do 14 Bis. Muitas das canções são fruto de parceria dos artistas, que compartilham a trajetória musical.

"É uma coisa gostosa fazer esse show porque a nossa história tá muito interligada. Eu comecei a carreira gravando um disco com Sá e Guarabyra, daí eu entrei no grupo Terço. Voltei a Minas, pelo Clube da Esquina, onde o Milton Nascimento gravou minha música "Nascente". Depois recebi um convite pra fazer um disco solo, mas eu queria formar uma banda, formamos o 14 Bis, onde fiquei oito anos. Neste meio tempo a gente se tornou parceiro. Eu tenho músicas com o Guarabyra, com o Sá, com o 14 Bis", contou o músico Flávio Venturini em entrevista à Itapema FM. 

Venturini garante que o concerto terá hits, mas com leituras inéditas e todos os integrantes no palco. "A novidade é que certas músicas a gente tá tocando junto pela primeira vez. "Espanhola" é um grande sucesso meu com Guarabyra, mas a gente nunca tinha cantado junto. Da mesma forma eu canto "Caçador de Mim", que é uma música que eu nunca tinha cantado. Também eles cantam, fazem vocal, em músicas minhas. Tudo isso é novo, é diferente dos arranjos dos discos".

Assista ao ensaio de "Encontro Marcado":

Encontro Marcado já teve mais de quarenta apresentações antes da pandemia. Ainda em 2020, Sá se mudou para Portugal, o que dificultou a realização de turnês. Por isso, segundo Venturini, os últimos meses têm sido de ensaios intensos. "Nós estamos ensaiando presencialmente todos os dias. E houve uma pré-produção em casa, a gente preparando em estúdio algumas coisas. O show aumentou. Nós acrescentamos três músicas novas. Uma de cada um, de cada artista. No meu caso a música "Princesa", "Roque Santeiro" de Sá e Guarabyra, além de "Bailes da Vida" do 14 Bis. O show tem 25 músicas", comenta.

Na plateia, o cantor tem notado a presença não apenas do público fiel, mas também de jovens que descobriram as canções pelas redes sociais. "A internet divulga inclusive os trabalhos mais antigos. Muita gente que não conhece, começa a conhecer. Muita gente chega no camarim e me diz: eu comecei a gostar de você porque o meu pai gostava de você. E aí vai passando de geração em geração", completa o artista.

Ainda este ano, na carreira solo, Flávio Venturini pretende gravar o volume 2 de "Paisagens Sonoras", projeto que vai da música instrumental ao rock progressivo e a balada. "Durante a pandemia eu consegui gravar um disco, eu considerei isso uma vitória. O projeto são três discos. E eu lancei "Paisagens Sonoras, Volume 1" e não pude trabalhar. Agora, neste ano, eu tô fazendo uma turnê que se chama "Girassol", e que eu gostaria muito de levar a Florianópolis, numa próxima oportunidade".

A apresentação na capital catarinense será no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura, nesta quinta-feira às 21h. Os ingressos estão à venda pelo site Disk Ingressos. "Eu tô particularmente feliz de ir a Florianópolis. Porque é uma cidade que infelizmente eu vou pouco. E eu adoro a terra de vocês", finaliza.

Escute "Paisagens Sonoras, Volume 1":

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