"Frozen 2": já assistimos à sequência da animação de maior bilheteria de todos os tempos

11.12.2019 | 11h10 - Atualizada em: 11.12.2019 | 11h08
Marina Martini Lopes
Por Marina Martini Lopes
Editora
Elsa descobre mais sobre o seu passado em "Frozen 2"

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Visualmente impecável, o longa tem na parte musical outro de seus maiores trunfos

Digo sem medo de errar: Frozen 2 é, visualmente, um dos filmes mais impressionantes que a Disney já fez - isso se não for o mais impressionante de todos. A evolução nas técnicas de animação e o capricho do time de animadores é evidente a cada momento; especialmente durante os números musicais, um dos pontos fortes da franquia. "Lindo" é uma palavra que descreve bem o longa. E eu não falo como fã de Frozen: embora seja apaixonada pelas produções do Walt Disney Studios de modo geral, a história das irmãs Elsa e Anna está longe de ser uma das minhas favoritas.

Frozen 2 chega com uma enorme responsabilidade: ser a sequência do filme mais bem-sucedido dos estúdios Disney em décadas (estamos falando aqui do Walt Disney Studios; e não da Pixar: o estúdio, comprado pela Disney em 2006, é que é responsável por títulos premiados como Toy Story, Procurando Nemo, Os Incríveis, WALL-E, Viva: A Vida é uma Festa e tantos outros). Frozen, o original, é a maior bilheteria de todos os tempos para um filme de animação, além de ter vencido os Oscars de Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original, por Let It Go. A continuação já estreou nos cinemas norte-americanos, mas só chega ao Brasil no dia 2 de janeiro. No último final de semana, porém, Frozen 2 ganhou pré-estreia durante a CCXP, convenção de cultura pop realizada em São Paulo.

As pequenas Anna e Elsa, acompanhadas pelos pais, no prólogo de "Frozen 2"Foto: Divulgação

A narrativa certamente é ousada - bem mais que a do primeiro filme. Conforme prometido anteriormente pelos diretores Jennifer Lee e Chris Buck, a história se amplia, levando os protagonistas Elsa, Anna, Kristoff, Olaf e Sven para longe do reino de Arendelle: os tons azulados do gelo e da neve dão espaço para cores outonais quando os personagens adentram uma antiga floresta encantada, para onde uma misteriosa voz parece estar chamando Elsa. No prólogo, em uma cena com as pequenas Elsa e Anna ouvindo uma história contada por seus pais, já descobrimos um pouco mais sobre a tal floresta e sua ligação com o passado de Arendelle. E é lá que os personagens, e o público com eles, começa a encontrar as pistas que vão responder um dos maiores mistérios de Frozen: por quê, afinal de contas, Elsa tem poderes?

A jornada, porém, não termina na floresta: Elsa ainda precisa seguir mais para o norte, atravessando o mar em direção à misteriosa ilha de Ahtohallan. No processo, as irmãs vão descobrir mais sobre o passado dos próprios pais; e entender para onde eles estavam navegando quando morreram no oceano. Personagens novos aparecem para ajudar a contar essa história; como o Tenente Mattias, antigo integrante do exército de Arendelle, e os membros da tribo Northuldra, Yelena, Ryder e Honeymaren. É bastante informação nova: o começo do filme chega a parecer bem corrido; mas a partir do primeiro terço a narrativa encontra um ritmo mais confortável.

É com tudo isso que o time de animação encontra espaço para brilhar: repare principalmente nas cenas que envolvem água (reconhecidamente um dos elementos mais difíceis de criar de forma realista por meio de computação), e nos dois (!) números musicais de Elsa - as imagens são literalmente de arrepiar. Falando em canções, elas obviamente não ficam atrás: na caça por um segundo Oscar pela parte musical, a dupla de compositores Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez caprichou nas letras - e o time de dubladores/cantores, como no primeiro filme, é justamente um dos grandes destaques de Frozen 2.

Elsa precisa encarar uma jornada pelo mar para descobrir mais sobre seu passadoFoto: Divulgação

Idina Menzel demonstra uma técnica vocal quase absurda em Into The Unknown (a principal aposta para o Oscar) e Show Yourself; enquanto Kristen Bell carrega The Next Right Thing com emoção, em um dos momentos mais sombrios do longa. Josh Gad e seu Olaf (que rouba a cena fazendo um "resumo" inspiradíssimo do primeiro filme) apresentam a irônica When I Am Older; e Jonathan Groff finalmente ganha uma música todinha só para o seu Kristoff: é Lost In The Woods, uma balada rock oitentista que, pelo menos na sessão na CCXP, foi um dos momentos mais aplaudidos da exibição.

O final apresenta reviravoltas surpreendentes para os destinos de Elsa e de Anna - eu, particularmente, gostei bastante do desfecho inesperado. E, na derradeira cena, mais uma vez elogiei mentalmente os animadores de Frozen 2: tente não se arrepiar com a expressão emocionada no rosto de Elsa quando as luzes se apagam - até eu, que não sou a maior fã da franquia, senti os olhos marejados nessa hora.

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