Grande nome da fotografia mundial, Robert Frank morre aos 94 anos

10.09.2019 | 21h50
Por Anna Rios
Registro da exposição "The Americans", com imagens feitas por Robert Frank em 1955 que viraram um marco da fotografia

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Mundo Itapema

Artista suíço-americano ficou famoso pelo ensaio "The Americans"

Por GaúchaZH

O suíço-americano Robert Frank, um dos maiores fotógrafos do mundo e documentarista, morreu na segunda-feira no Canadá, segundo noticiado pelo jornal The New York Times nesta terça-feira, citando o proprietário da galeria nova-iorquina Pace-MacGill.

Robert Frank ficou famoso pelo álbum The Americans (1958), um livro de fotos em preto e branco tiradas durante suas viagens pelos Estados Unidos, um verdadeiro manifesto que influenciaria profundamente as gerações americanas subsequentes.

Nascido em 9 de novembro de 1924 em Zurique, na Suíça, ele cresceu em uma família de industriais judeus alemães e se apaixonou por fotografia aos 12 anos.

Treinou como assistente de fotografia em Zurique e Basileia de 1940 a 1942. Após a Segunda Guerra Mundial, Frank se mudou para os Estados Unidos, e passou a fazer fotos de moda, além de colaborar com revistas como Fortune, Life, Look e Harper's Bazaar. Mas ele ficou "cansado do romantismo" e, armado com seu instinto e um par de câmeras, começou a gravar cenas da vida cotidiana.

Seu livro seminal – publicado na França em 1958 e nos Estados Unidos um ano depois – surgiu de uma série de viagens pelos Estados Unidos com sua família em meados da década de 1950, uma jornada semelhante às feitas por seu amigo e escritor Jack Kerouac e outros da "Beat Generation".

As técnicas fotográficas clássicas foram de pouca utilidade para Frank, que se destacou ao apresentar vinhetas, produzindo 28 mil imagens que foram reduzidas a 83 para um livro que reescreveu as regras do fotojornalismo.

Nos balcões de lanchonetes e nos cinemas drive-in, ao longo da Rota 66, seu estilo corajoso e subjetivo revelava uma ampla gama de emoções e relacionamentos, principalmente raciais, que raramente eram encontrados nas populares revistas ilustradas da época.

Como Kerouac escreveu no prefácio da edição americana do livro, Frank "sugou um poema triste da América e transformou num filme".

 No Brasil, a série clássica de The Americans foi exposta em 2017, na mostra que inaugurou a sede paulista do Instituto Moreira Salles (IMS).

 

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