Grande nome da fotografia mundial, Robert Frank morre aos 94 anos

Por Anna Rios
Registro da exposição "The Americans", com imagens feitas por Robert Frank em 1955 que viraram um marco da fotografia

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Artista suíço-americano ficou famoso pelo ensaio "The Americans"

Por GaúchaZH

O suíço-americano Robert Frank, um dos maiores fotógrafos do mundo e documentarista, morreu na segunda-feira no Canadá, segundo noticiado pelo jornal The New York Times nesta terça-feira, citando o proprietário da galeria nova-iorquina Pace-MacGill.

Robert Frank ficou famoso pelo álbum The Americans (1958), um livro de fotos em preto e branco tiradas durante suas viagens pelos Estados Unidos, um verdadeiro manifesto que influenciaria profundamente as gerações americanas subsequentes.

Nascido em 9 de novembro de 1924 em Zurique, na Suíça, ele cresceu em uma família de industriais judeus alemães e se apaixonou por fotografia aos 12 anos.

Treinou como assistente de fotografia em Zurique e Basileia de 1940 a 1942. Após a Segunda Guerra Mundial, Frank se mudou para os Estados Unidos, e passou a fazer fotos de moda, além de colaborar com revistas como Fortune, Life, Look e Harper's Bazaar. Mas ele ficou "cansado do romantismo" e, armado com seu instinto e um par de câmeras, começou a gravar cenas da vida cotidiana.

Seu livro seminal – publicado na França em 1958 e nos Estados Unidos um ano depois – surgiu de uma série de viagens pelos Estados Unidos com sua família em meados da década de 1950, uma jornada semelhante às feitas por seu amigo e escritor Jack Kerouac e outros da "Beat Generation".

As técnicas fotográficas clássicas foram de pouca utilidade para Frank, que se destacou ao apresentar vinhetas, produzindo 28 mil imagens que foram reduzidas a 83 para um livro que reescreveu as regras do fotojornalismo.

Nos balcões de lanchonetes e nos cinemas drive-in, ao longo da Rota 66, seu estilo corajoso e subjetivo revelava uma ampla gama de emoções e relacionamentos, principalmente raciais, que raramente eram encontrados nas populares revistas ilustradas da época.

Como Kerouac escreveu no prefácio da edição americana do livro, Frank "sugou um poema triste da América e transformou num filme".

 No Brasil, a série clássica de The Americans foi exposta em 2017, na mostra que inaugurou a sede paulista do Instituto Moreira Salles (IMS).

 

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