Gravada no Rio Grande do Sul, série "Desalma"promete abrir portas para novos gêneros de terror

10.12.2019 | 08h15 - Atualizada em: 10.12.2019 | 09h21
Anna Rios
Por Anna Rios
Produção teve locações em Antonio Prado

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Produção deve chegar ao catálogo do Globoplay em março

Prevista para ser lançada em março de 2020, Desalma foi um dos painéis da Arena Globoplay na Comic Con Experience 2019 (CCXP) em São Paulo, na última sexta-feira (6), e contou com a presença da autora Ana Paula Maia, o diretor artístico Carlos Manga Junior e as atrizes Maria Ribeiro e Cláudia Abreu.

Ambientado em duas épocas, em 1988 e 2018, o thriller de terror vai apresentar pela primeira vez, em dez episódios, o subgênero "drama sobrenatural" no mercado brasileiro: "Tem um drama humano, que envolve as pessoas. O sobrenatural aparece com uma necessidade de justificar o passado ou de não aceitar as nossas perdas. Essa não aceitação faz com que o sobrenatural venha à tona", contou Manga, que acredita no potencial da série para ampliar novas produções de gêneros de terror.

A narrativa tem como uma das protagonistas a veterana Cássia Kiss, que interpreta uma bruxa de linhagem chamada Haia Lachovicz. Apesar de não estar presente na CCXP, a artista foi bastante aclamada pelo público e elogiada pelas atrizes, em especial Maria Ribeiro, que disse que a colega "incorporou muito bem a personagem". De acordo com Maria, Haia é uma bruxa que traz bastante mistério e representatividade.

Ambientada na floresta São Francisco de Paula, na região da serra gaúcha, a história começa em 1988 quando um crime cidade fictícia chamada Brigida - inspirada em colônias ucranianas - é revelado durante a típica festa Ivana Kupala. Apesar do fato ter sido "solucionado", 30 anos depois, em 2018, alguns fatos começam a mostrar que nenhum tudo parece resolvido.

Com um pano de fundo cultural marcante, Maia fez questão de explicar o ritual ucraniano que faz a narrativa da série ser ainda mais real e impactante: "Ivana Kupala tem todo um embasamento da mitologia eslava e é uma festa pagã que foi absolvida no calendário católico, mas ainda assim é uma festa de bruxas."

Na produção, as personagens Ignes (Claudia Abreu) e Giovana (Maria Ribeiro) são mulheres que precisam enfrentar o sobrenatural por conta de estranhos acontecimentos que ocorrem com os seus entes queridos. No caso de Ignes, seu filho Anatoli (João Pedro Azevedo) começa a ver espíritos, e Giovana lida com a morte do marido Roman Skavronski (Eduardo Borelli/Nikolas Antunes), que cometeu um suicídio.

Manga disse também que o drama sobrenatural vai cair no gosto dos fãs que gostam de maratonar: "Os episódios são muito bem amarrados, essa nova geração que maratona série de streaming vai adorar", garantiu o diretor.

*por GaúchaZH

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