Gravadora que lançou Elvis Presley e Johnny Cash vende todo seu catálogo musical

01.02.2021 | 18h55 - Atualizada em: 05.02.2021 | 08h20
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Por Folhapress
 Elvis Presley

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No total, cerca de seis mil gravações foram negociadas

O selo americano Sun Records, responsável por lançar as primeiras gravações de gigantes como Elvis Presley, Johnny Cash e Jerry Lee Lewis, vendeu todo o seu catálogo para a empresa independente Primary Wave Music. O acordo, anunciado na última quinta-feira (28), inclui todas as músicas produzidas pela Sun - com exceção das canções de Elvis, que são de propriedade da Sony -, além de direitos autorais de algumas composições.

No total, cerca de seis mil gravações foram negociadas, incluindo clássicos como "Folsom Prison Blues" e "I Walk the Line", de Johnny Cash, e "Great Balls of Fire" de Jerry Lee Lewis. Além das músicas, a Primary Wave Music, empresa de música independente de Nova York, adquiriu outros ativos do selo, como logotipo, marca e empresas do grupo. O preço total do acordo não foi divulgado, mas é estimado em cerca de US$ 30 milhões, algo em torno de R$ 163 milhões.

Na década de 1950, a Sun Records se tornou uma das grandes potências da música americana, ajudando a revelar os astros que cimentaram o caminho do rockabilly e do rock 'n' roll. Até mesmo seu rótulo amarelo com um galo cantando se tornou parte da iconografia do rock. Agora, a Sun entra para a crescente lista de empresas e artistas que venderam os direitos de suas composições, no que se tornou a corrida do ouro da indústria fonográfica.

Com o streaming se estabelecendo como a principal via de consumo musical, hits antigos passaram a ser mais valorizados, o que faz da venda de direitos autorais um negócio bastante lucrativo. Só nos últimos meses, nomes como Bob Dylan, Shakira e Neil Young negociaram seus catálogos com empresas.

Em entrevista ao New York Times, John Singleton, que se tornou presidente da Sun após a morte de seu irmão Sam Phillips, fundador da gravadora, disse que vendeu a empresa por não ter um sucessor na família para conduzir o negócio após sua morte. Apontando para o cenário fumegante do mercado de catálogos musicais, ele também disse ter tomado a decisão no momento certo. "É uma daquelas bolhas que podem eventualmente estourar. Então pensamos, bem, vamos entrar antes que isso aconteça", afirmou Singleton, que vai continuar no negócio como consultor.

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