Jabuti premia Fernanda Young e escolhe 'Uma História da Desigualdade' como melhor livro do ano

29.11.2019 | 19h45
Anna Rios
Por Anna Rios
 Fernanda Young

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Mundo Itapema

Na categoria romance, o vencedor foi 'O Pai da Menina Morta', de Tiago Ferro, e a autora homenageada desta edição foi Conceição Evaristo

Surpresa entre os presentes, que esperavam em sua maioria um escolhido entre os livros de ficção, "Uma História de Desigualdade - A Concentração de Renda entre os Ricos no Brasil 1926 - 2013" foi eleito o melhor do ano na premiação do Jabuti, que ocorreu nesta quinta-feira (28), em São Paulo.

A obra de Pedro H. G. Ferreira de Souza foi a tese de doutorado do autor e se debruça sobre a história econômica do Brasil para analisar a desigualdade de renda no país.

Outro dos principais prêmios da noite foi o Jabuti póstumo para Fernanda Young, por "Pos-F: Para Além do Masculino e do Feminino". Young morreu em agosto deste ano e foi representada por sua filha no palco.

Já na categoria romance, o vencedor foi "O Pai da Menina Morta", de Tiago Ferro, lançado pela Todavia. Ganhador também do prêmio São Paulo de Literatura deste ano na categoria para autores estreantes, o livro deixou para trás obras de Cristóvão Tezza, de Ana Paula Maia, de Martha Batalha e de Alexandre Vidal Porto.

Na companhia de Souza, premiado com o troféu de melhor livro do ano e na categoria humanidades, a autora mais vencedora da noite foi Lúcia Hiratsuka, que levou duas estatuetas: como melhor livro juvenil por "Histórias Guardadas Pelo Rio" e melhor ilustração por "Chão de Peixes".

Entre as biografias, "Jorge Amado", de Joselia Aguiar, foi escolhida vencedora. Já entre as obras de poesia, a eleita foi "Nuvens", de Hilda Machado. Nos contos, a eleita foi Vilma Arêas com "Um Beijo por Mês".

A 61ª edição do Jabuti, principal prêmio literário brasileiro e organizado pela CBL (Câmara Brasileira do Livro), elegeu títulos em 19 categorias divididas em quatro eixos: literatura, ensaio, livro e inovação.

A diferença para o ano passado foi a divisão dos livros infantis e juvenis em duas categorias diferentes -a junção de histórias para crianças e adolescentes na mesma categoria havia ocorrido em 2018 e gerou protestos entre autores, ilustradores e editores.

A cerimônia no Auditório Ibirapuera se preocupou também em passar um recado de diversidade, sobretudo nas questões raciais. O ator Lázaro Ramos foi o apresentador, enquanto Fabiana Cozza fez uma apresentação musical. A autora homenageada desta edição foi Conceição Evaristo.

Aplaudida de pé por toda a plateia ao subir ao palco, Evaristo iniciou seu discurso agradecendo a editores, leitores e amigos. "Espero que o reconhecimento de ser a primeira escritora negra a ser homenageada pelo Jabuti não seja só a primeira. Eu quero abrir caminhos", disse. 

Nascida em Belo Horizonte, a escritora pleiteou no ano passado ocupar a cadeira que havia pertencido ao cineasta Nelson Pereira dos Santos na Academia Brasileira de Letras. A iniciativa engajou o movimento negro e gerou uma manifestação popular com duas petições online, cada uma com mais de 20 mil assinaturas, defendendo que Conceição fosse a primeira mulher negra a se tornar imortal.

A 61ª edição do Jabuti, que é o principal prêmio literário brasileiro e é organizado pela CBL (Câmara Brasileira do Livro), premiou títulos em 19 categorias divididas em quatro eixos: literatura, ensaio, livro e inovação.

A diferença para o ano passado foi a divisão dos livros infantis e juvenis em duas categorias diferentes -a junção de histórias para crianças e adolescentes na mesma categoria ocorreu em 2018 e gerou protestos entre autores, ilustradores e editores para esse público.

A cerimônia no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, se preocupou também em passar um recado de diversidade, sobretudo nas questões raciais. O ator Lázaro Ramos foi o apresentador, enquanto Fabiana Cozza fez uma apresentação musical. A autora homenageada foi Conceição Evaristo. 

Nascida em Belo Horizonte, a escritora pleiteou no ano passado ocupar a cadeira que havia pertencido ao cineasta Nelson Pereira dos Santos na Academia Brasileira de Letras. A iniciativa engajou o movimento negro e gerou uma manifestação popular com duas petições online, cada uma com mais de 20 mil assinaturas, defendendo que Conceição fosse a primeira mulher negra a se tornar imortal.

CONTO

"Um Beijo por Mês" - Vilma Arêas (Luna Parque)

CRÔNICA

"Pós-F - Para Além do Masculino e do Feminino" - Fernanda Young (Leya)

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

"Jeremias: Pele" - Rafael Calça, Jefferson Costa (Panini)

INFANTIL

"A Avó Amarela" - Júlia Medeiros e Elisa Carareto (Oze)

JUVENIL

"Histórias Guardadas pelo Rio" - Lúcia Hiratsuka (SM)

POESIA

"Nuvens" - Hilda Machado (34)

ROMANCE

"O Pai da Menina Morta" - Tiago Ferro (Todavia)

ARTES

"Arte Popular Brasileira: Olhares Contemporâneos" - Vilma Eis, Germana Monte-Mor (Wmf Martins Fontes)

BIOGRAFIA, DOCUMENTÁRIO E REPORTAGEM

"Jorge Amado" - Joselia Aguiar (Todavia)

CIÊNCIAS

"A Caminho de Marte" - Ivair Gontijo (Sextante)

ECONOMIA CRIATIVA

"101 dias com ações para mudar o mundo" - Marcus Nakagawa (Labrador)

HUMANIDADES

"Uma História da Desigualdade" - Pedro H G Ferreira de Souza (Hucitec)

CAPA

"Revela-te, Chico" - Augusto Lins Soares (Bem-te-vi)

ILUSTRAÇÃO

"Chão de Peixes" - Lúcia Hiratsuka (pequena Zahar)

IMPRESSÃO

"Roberto Landell de Moura, o Precursor do Rádio" - Rodrigo Moura Visoni (Tamanduá Arte)

PROJETO GRÁFICO

"Clarice" - Felipe Cavalcante (Global)

TRADUÇÃO

"Sobre Isto" - Letícia Mei (34)

FOMENTO À LEITURA

Leia Para uma Crianca (Itaú Social)

LIVRO BRASILEIRO PUBLICADO NO EXTERIOR

"A Resistência" - Julian Fuks

LIVRO DO ANO

"Uma História da Desigualdade" - Pedro H G Ferreira de Souza (Hucitec)

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