James Dean volta digitalmente em novo filme 64 anos após sua morte

08.11.2019 | 11h00
Por Anna Rios
James Dean morreu em 30 de setembro de 1955 em um acidente de carro, aos 24 anos

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Ator vai "interpretar" um papel secundário no filme "Finding Jack"

Mais de 60 anos após sua morte, o ator americano James Dean reaparecerá em um novo filme graças a efeitos digitais que recriarão sua imagem, informou o The Hollywood Reporter nesta quarta-feira (6).

Falecido em 1955, o ator recriado digitalmente vai "interpretar" um papel secundário no filme Finding Jack, que conta a história de cães de guerra abandonados no Vietnã pelo exército dos Estados Unidos durante a guerra entre os dois países, segundo a publicação especializada em entretenimento.

A produtora responsável por Finding Jack, Magic City Films, divulgou que duas empresas especialistas em efeitos especiais, a canadense Imagine Engine e a sul-africana MOI Worldwide, estão recriando digitalmente o corpo inteiro do ator com base em fotos e filmes de arquivo, sem sobrepor a imagem dele no corpo de um dublê.

A Magic City Films pode lançar o projeto porque controla os direitos de utilização da imagem de James Dean, adquirida da família do astro de Assim Caminha a Humanidade (1956).

— A família vê isso como seu quarto filme, um filme que ele nunca fez — disse à AFP Anton Ernst, co-fundador da Magic City Films e co-diretor do filme com Tati Golykh. — Não pretendemos decepcionar os fãs — acrescentou.

James Dean morreu em 30 de setembro de 1955 em um acidente de carro, aos 24 anos. O Porsche que estava dirigindo colidiu em outro veículo, numa estrada da Califórnia.

Durante sua breve carreira de ator, participou de vários programas de televisão e estrelou apenas três filmes: Vidas Amargas ( 1955), Juventude Transviada (1955) e Assim Caminha a Humanidade. Por Vidas Amargas e Assim Caminha a Humanidade, foi indicado ao Oscar, o que o levou a ser considerado um dos atores mais talentosos de sua geração.

A inclusão de um ator falecido recriado totalmente em versão digital numa produção inédita marca uma nova etapa no uso da tecnologia no cinema. Hollywood já recorreu à sobreposição digital de rostos de atores já falecidos em dublês, como aconteceu, por exemplo, em Velozes e Furiosos 7 com Paul Walker, que morreu enquanto o filme era produzido, em 2013.

Por GaúchaZH

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