Joaquin Phoenix atua em curta sobre crise ambiental na Amazônia

10.02.2020 | 14h20 - Atualizada em: 11.02.2020 | 09h49
AFP
Por AFP
Phoenix vive um médico que atende um paciente com o coração que - na verdade - é a Amazônia

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Dirigido pelo americano Shaun Monson e com três minutos e meio de duração, filme foi celebrado por líderes indígenas do Brasil

O ator Joaquin Phoenix, aclamado por seu papel em Coringa, protagoniza um curta-metragem que alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia e reivindica o papel das populações indígenas na proteção do meio ambiente. 

Guardiões da Vida foi produzido pelas ONGs Amazon Watch e Extinction Rebellion e mostra um grupo de cirurgiões, Phoenix entre eles, tentando salvar a vida de um paciente agonizante. Depois que o grupo fracassa e o declara morto, uma das cirurgiãs (interpretada pela atriz de origem indígena Q'orianka Kilcher) não se dá por vencida e ressuscita o paciente - cujo coração se revela como uma imagem de satélite da floresta amazônica e da Austrália ardendo em chamas. 

Tanto a maior floresta tropical do planeta quanto o país da Oceania sofreram no último ano incêndios devastadores de grande repercussão internacional. "É um chamado à ação. Fiz isso para despertar a consciência sobre o efeito das indústrias da carne e de laticínios nas mudanças climáticas", afirmou Phoenix, conhecido ativista vegano, citado em um comunicado da Amazon Watch. 

"Estamos cortando e queimando florestas tropicais e vendo os efeitos negativos dessas ações no mundo todo", acrescentou o ator americano, vencedor do Oscar de melhor ator por Coringa no último domingo (9). Os outros cirurgiões são interpretados pelos atores Matthew Modine, Rosario Dawson, Oona Chaplin, Adria Arjona e Albert Hammond Jr. 

"Uma mulher indígena que salva a Amazônia não é uma metáfora, é a realidade da floresta. A Amazônia é o coração do nosso planeta e os povos indígenas são os guardiões essenciais para sua conservação e para o nosso futuro", disse Leila Salazar-López, diretora-executiva da Amazon Watch, com sede nos Estados Unidos. 

O curta, dirigido pelo americano Shaun Monson e com três minutos e meio de duração, foi celebrado por líderes indígenas do Brasil, que sofrem pressão crescente desde que Jair Bolsonaro assumiu o poder em janeiro de 2019. "Precisamos da solidariedade internacional e do apoio daqueles que podem ampliar nossa voz para que nosso pedido de ajuda chegue a mais pessoas", afirmou Sonia Guajajara, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). 

Entre suas últimas medidas, Bolsonaro apresentou nesta semana um projeto de lei para autorizar a mineração em terras indígenas, uma medida classificada como um "pesadelo" por líderes dos povos originários. 

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