No Brasil, estados tentam criar saídas para reduzir prejuízos na cultura

24.03.2020 | 16h30 - Atualizada em: 25.03.2020 | 10h24
Por Folhapress
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O setor foi um dos mais afetados pela pandemia de coronavírus

Prefeitos e governadores brasileiros estão buscando saídas para minimizar os impactos do avanço do coronavírus no setor cultural. O segmento é responsável por 4% do PIB nacional e, segundo o IBGE, emprega 5 milhões de pessoas, além de ser formado por 300 mil empresas de pequeno e médio porte.

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Na cidade de São Paulo, a gestão de Bruno Covas (PSDB) anunciou o programa Cultura Presente, que vai prever R$ 103 milhões a atividades culturais. Enquanto isso, o governador, João Doria (PSDB), anunciou uma linha de crédito de R$ 500 milhões para empresas da cultura, do turismo e para áreas do comércio. Já em Minas Gerais foi prorrogado para 60 dias os prazos dos projetos da Lei de Incentivo à Cultura e do Fundo Estadual de Cultura. Medida semelhante também foi tomada no Espírito Santo.

No Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou o edital Viva a Cultura, que vai destinar R$ 300 mil para apresentações transmitidas online. No Pará, a Secretaria de Cultura vai fazer o festival Te Aquieta em Casa, com 120 conteúdos digitais publicados na internet. Os contemplados receberão R$ 1.500 cada um. Por outro lado, no Rio de Janeiro, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa interrompeu projetos patrocinados por leis de incentivo até o segundo semestre. Projetos suspensos por causa da Covid-19 serão reavaliados "ao final do quadro emergencial".

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Por fim, em nível nacional, a Secretaria Especial da Cultura, comandada por Regina Duarte, pretende publicar nesta semana medidas para auxiliar os estados. Ela se reuniu na quinta-feira (19) com 21 dos 27 secretários estaduais.

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