Pensando sobre Games: a guerra de consoles

05.11.2020 | 09h01
Joana Caldas
Por Joana Caldas
Mas tem o lado ruim da comunidade, e um dos mais chatos é a guerra dos consoles.

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Por que fingir que só o videogame que você tem é bom?

Existem muitas coisas legais sobre fazer parte da comunidade gamer. É dividir a diversão com outras pessoas, ver a opinião dos outros sobre os jogos, falar a nossa, conversar sobre aquele game que nos tocou ou entreteve pra caramba.

Mas tem o lado ruim da comunidade, e um dos mais chatos é a guerra dos consoles. Começa lá quando o sujeito escolhe o videogame que vai comprar. Ele tem certeza, já pensou nos títulos que vai querer jogar. Alguns deles podem até ser os chamados exclusivos, que só têm para aquele console mesmo. Pode ser um God of War para Playstation, um Gears of War para Xbox, um Zelda para Nintendo.

E começa aquele esquema chato de xingar a escolha do outro e dizer que a nossa é que é a correta. Para mim, o pior exemplo de guerra de consoles que passei foi na era Wii/PS3/Xbox 360. Talvez por ser a primeira vez em que a Nintendo resolveu não fazer uma máquina tão poderosa quanto a dos concorrentes. Ou, mais provável, porque estava naquela idade chata de 18/19 anos em que a gente precisa se autoafirmar o tempo todo.

Eu tinha o Wii e amigos tinham os demais. E era um tal de Wii com gráficos horríveis, Wii é para crianças, etc, etc. Mas e daí, não é mesmo? Se você não gosta do Wii, vai jogar o seu PS3/X360. Porém, nessa idade a gente não é lá tão confiante.

A guerra de consoles é uma grande bobagem. O videogame que o seu amiguinho escolheu pode não ser o número um para você, mas é o melhor para o amiguinho, sacou? Aquele cara que fez o comentário na internet pode realmente achar Horizon Zero Dawn melhor do que Zelda Breath of the Wild. Ou vice-versa. Ou talvez ele só tenha um videogame em casa e não conheça ninguém que tenha um diferente para poder jogar os exclusivos de outra empresa.

Uma coisa todo mundo pode celebrar: quando há muitos games legais! A maioria das pessoas não tem tempo ou grana para ter todos os consoles de uma geração. Então jogue muito o que você tem! É só não diminuir o amiguinho. As pessoas legais sabem que a gente tem que respeitar o gosto dos outros.

Está chegando uma nova geração e temos uma nova chance para celebrar os pontos fortes de cada plataforma. Lá no fundo, essa tal guerra de consoles pode esconder um preconceito bizarro. E pode ser fruto de que, lá no seu íntimo, como todos os gamers, você gostaria de jogar os exclusivos de várias empresas e ter todos os videogames na sua casa. E não há nada de errado nisso!

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