Pensando Sobre Games - Nintendo: jogabilidade e diversão acima de tudo

03.12.2020 | 09h32
Joana Caldas
Por Joana Caldas
Para mim, Nintendo é duas coisas: jogabilidade e diversão acima de tudo

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Após reviver o interesse do mundo pelos videogames com o Famicom, a gigante japonesa continua conquistando fãs até hoje

Já fiz texto sobre a Sega, Xbox e Playstation, mas ainda não fiz sobre a empresa que mais ficou com o meu dinheiro até hoje: a Nintendo. Falar sobre a Nintendo é fácil. Todo mundo sabe quem é o Super Mario, todo mundo conhece o Pikachu. Todo mundo que é apaixonado por videogames sabe que existe The Legend of Zelda.

A Nintendo foi fundada em 1889 em Quioto e fazia cartinhas para o jogo japonês hanafuda. Mas foi em 1983, depois de se aventurar nos fliperamas, que ela trouxe ao mundo o Famicom, o Nintendinho 8 bits. Nos Estados Unidos, o pessoal não queria mais saber de videogames depois de tanto jogo ruim que saiu para o Atari 2600. Então veio o Famicom e mostrou que ainda valia a pena investir o seu tempo de lazer nos jogos eletrônicos domésticos.

Mas o que a Nintendo tem de especial que até hoje as pessoas fazem questão de jogar os games dela? Para mim, Nintendo é duas coisas: jogabilidade e diversão acima de tudo.

Quando você joga um jogo da Nintendo sabe que quando você apertar o botão, o controle vai responder. E sabe que o objetivo do jogo vai ser te divertir o máximo que der.

O propósito de um game da Nintendo não necessariamente é mostrar os melhores gráficos que possam existir. Não é essencialmente contar a melhor história de todos os tempos. Nem é transformar o jogo em um formato de filme, que o seu parente, cônjuge ou amigo que não entende nada de videogames fique acompanhando você jogar como se fosse um seriado. É apenas isso: diversão.

Quando você se propõe a jogar um jogo da Nintendo você se propõe a brincar, a aprender uma mecânica no início do game e ir se aperfeiçoando até ver, no fim, o grande progresso que você teve. Qual a história do Super Mario? Não lembro, mas vou recordar para sempre como me divertiu demais pular por aí nos planetas do Mario Galaxy.

Um console novo da Nintendo também é motivo para muita expectativa. Você nunca sabe o que vai rolar, que jeito novo de jogar a empresa vai inventar. Nesta geração, com o Switch, você tem um videogame que você pode usar tanto na televisão quando de forma portátil. E já teve popularização do analógico e função rumble com o Nintendo 64, os quatro botões de face do Super Nintendo, usados até hoje (eu particularmente preferiria seis botões de face, como o Saturno e Nintendo 64, mas tudo bem), o sucesso absoluto dos controles de movimento do Wii ou uma tela interativa no meio do controle, com o Wii U.

Sinto que escrevi tanto, mas não consigo explicar o que de incrível existe na filosofia da Nintendo, em fazer um jogo baseado em uma mecânica divertida e pensar todo o resto, inclusive personagens, cenários, gráficos, músicas, ao redor dessa mecânica. Amigo leitor, sugiro que você jogue alguma das muitas obras-primas dessa empresa.

Eu procuro no Xbox e Playstation o que não acho na Nintendo: jogos focados em historinha, em gráfico, em um certo tema. Eu acho que os consoles se complementam. Mas achar nos games de alta produção, que custam milhões e milhões, essa filosofia da Nintendo de fazer um jogo ao redor de uma mecânica é bem difícil. E por isso essa empresa há décadas mostra a sua relevância para o mundo dos videogames e conquista o seu espaço nos lares e corações dos jogadores. E agora é só aguardar o próximo Zelda e Metroid e se divertir como nunca.

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