Pensando Sobre Games: revisitando "Banjo-Kazooie", mais de 20 anos depois

07.01.2021 | 09h24 - Atualizada em: 09.01.2021 | 15h17
Joana Caldas
Por Joana Caldas
"Banjo-Kazooie" saiu em 29 de junho de 1998 para o Nintendo 64

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O game do urso e pássaro é lembrado com carinho até hoje

Se você gosta de conversar sobre videogames e um dos seus gêneros favoritos é o de plataforma 3D, com certeza já ouviu falar de Banjo-Kazooie. Pode ter sido por um amigo ou você mesmo pode ter jogado este game quando ele saiu e passou a ser mais um dos que espalham a alegria de participar das aventuras do urso e da pássara.

Com certeza "Banjo-Kazooie" continua sendo um dos melhores jogos de plataforma 3DBanjo-Kazooie/Reprodução

Banjo-Kazooie saiu em 29 de junho de 1998 para o Nintendo 64. É um jogo da desenvolvedora britânica Rare, daquele tempo em que ela fazia obra-prima atrás de obra-prima para o console 64 bits da Nintendo. Eu era, e ainda sou, vai, obcecada com este game e ficava muito feliz de vê-lo nas locadoras, já que era um desses títulos que estavam sempre locados. Depois até ganhei o cartucho de aniversário.

Minha intenção para o final do ano não era rejogar Banjo-Kazooie, mas fechar Super Mario 64, que nunca tive e nunca vi o último chefe. Mas eis que a minha fonte do Wii queimou (importante: usar transformador!) e, enquanto esperava outra chegar pelo correio, liguei o Xbox para passar o tempo com outro jogo da época.

Nem ia fechar nem nada, mas acabei grudada na tela e terminei o game com todas as notas musicais, todos os favos de mel extras e todas as peças de quebra-cabeça, como fiz quando tinha 13 anos. Só não peguei todas as caveiras do Mumbo, daí já é demais. Mas, diga, a quantos games da sua infância você voltou e pegou todos os colecionáveis?

Com certeza Banjo-Kazooie continua sendo um dos melhores jogos de plataforma 3D. Ele pega tudo o que o revolucionário Super Mario 64 fez e faz melhor. Os mundos são pequenos, mas cheios de aventuras. Há muitos colecionáveis divertidos e você não precisa pegar todos para ver o final. Tem também transformações, em que a dupla pode virar um cupim, um jacaré, uma morsa, uma abóbora ou uma abelha e chegar a lugares impossíveis para um urso.

"Banjo-Kazooie" me tornou muito exigente, com seus personagens fofos, design de fases super prático e charmoso e trilha sonora inesquecívelDivulgação

O toque especial deste jogo fica por conta do charme. Banjo é um urso de calças amarelas e uma mochila azul, de onde sai sua amiga Kazooie, uma passarinha muito desbocada e engraçada. Aliás, as vozes dos personagens são um grande destaque do título. Ninguém fala inglês não, mas fazem barulhos cômicos que ficam na sua memória. E sim, você reconhecerá personagens por essa voz. E não são só o Banjo e a Kazooie que são dublados, mas todo mundo que tem falas no jogo. 

O que mais eu poderia querer em um jogo de plataforma 3D? Banjo-Kazooie me tornou muito exigente, com seus personagens fofos, design de fases super prático e charmoso e trilha sonora inesquecível. As animações também são incríveis e bonitas até hoje, mesmo que você tenha uma certa intolerância aos gráficos do tempo do Nintendo 64. A câmera é a única coisa que pode incomodar quem não jogou na época. Mas minha dica é usar sempre o botão R (ou RB no Xbox) para colocar a câmera atrás da dupla.

Se você tiver a possibilidade, sugiro que você jogue este game no Nintendo 64. O controle do console da Nintendo faz bem mais sentido para as habilidades de Banjo e Kazooie. A versão para Xbox também mexeu um pouco nos gráficos (cadê a névoa charmosa do N64?) e o controle causa estranheza para quem jogou o original. Mas admito que a adaptação é a melhor possível para o controle da Microsoft.  

Caso você goste de plataforma 3D e nunca deu um rolê com Banjo e Kazooie, tá aí sua resolução do ano para 2021. De nada :-)

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