Ringo Starr recorda sobre fim dos beatles

29.09.2021 | 13h49 - Atualizada em: 29.09.2021 | 13h50
Folhapress
Por Folhapress
Ringo Starr tem, atualmente, 81 anos

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Starr lançou seu segundo EP de 2021, Change the World, este mês

 - Tem todas essas pessoas se encontrando em Nova York agora, mas metade do mundo está em chamas e a outra metade está debaixo d'água, e eu fico pensando que não podemos fazer isso - diz Ringo Starr se referindo à Assembleia-Geral da ONU, que aconteceu no últmo dia 21. 

- Queria mudar o mundo para as crianças. Fico pensando... Os políticos têm filhos? - pergunta. 

- Moro nos Estados Unidos, mas metade do mundo está passando fome e metade do mundo não tem água. Todo mundo sabe que apoio a [organização] WaterAid, porque acredito que se você não tem nada, pelo menos deveria ter água. Mas as pessoas bebem lixo, água poluída e, daqui uns anos, vai ser difícil respirar por causa da poluição no ar - diz. 

O baterista diz que não é político, mas faz o que está ao seu alcance. Starr lançou seu segundo EP de 2021, Change the World, que traz quatro faixas com sentimentos diferentes. "Let's Change The World" é a que encapsula os sonhos do baterista por um mundo mais justo. "Coming Undone", composta por Linda Perry, tem um pé no country e é a mais triste do EP. "Just That Way", composição do próprio Ringo, é um aceno ao reggae com participação de duas lendas do gênero–o guitarrista Tony Chin e o baixista Fully Fullwood.

No novo trabalho, o baterista também faz sua versão de "Rock Around the Clock", clássico seminal do rock dos anos 1950, de Bill Haley & His Comets. Ele lembra que tinha 16 anos e estava internado havia mais de um ano com pneumonia em Liverpool quando foi levado para assistir ao filme homônimo no cinema.

Sobre o filme "The Beatles: Get Back", documentário dirigido por Peter Jackson que cobre os momentos finais da banda, Ringo disse que rever aquelas imagens o trouxe uma sensação diferente da de "Let it Be" –o filme de 1970, de Michael Lindsay-Hogg, que cobre o mesmo período. Na verdade, as quase 60 horas de imagens não usadas no longa original são a base do novo documentário.

- Eu sempre ficava lamentando o filme original. Não tem nenhuma diversão nele, é tudo baseado naquele pequeno incidente", ele diz, falando do fim dos Beatles. "Peter veio a Los Angeles e nos mostrou as imagens da gente rindo e fazendo brincadeiras e sendo músicos. Sei lá, do começo de janeiro [de 1969] até o fim do mês fizemos um disco e aquele show no terraço que foi incrível, porque tocamos ao vivo novamente - relembra.

- Ficou um pouquinho mais longo só, está com seis horas de duração. Eu amei, mas, claro, eu estou no filme. Acho que todo mundo vai gostar porque vocês vão ver essa banda trabalhando duro e passando por altos e baixos em termos emocionais para chegar onde queríamos. Mas era assim que funcionava com quatro caras dentro de uma sala - conclui o bateirista

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