Série musical "Ao Vivo no Soma" celebra os 40 anos de "Coração Bobo", sucesso de Alceu Valença

Por Anna Rios
Alceu Valença gravou “Ao vivo no Soma” no estúdio de Porto Alegre

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Por GaúchaZH

Uma noite fria de 1979, em Paris, estimulou Alceu Valença a escutar os discos de Jackson do Pandeiro (1919-1982). A audição o inspirou a compor um grande sucesso de sua carreira, Coração Bobo. Essa é uma das histórias que o artista pernambucano conta na série musical Ao Vivo no Soma, que ganha seu segundo capítulo nesta terça-feira (10), às 21h, no canal pago Music Box.

Lembranças

A visita ao Soma foi marcada por um reencontro de Alceu Valença com o produtor cultural Claudinho Pereira, a quem conhece desde os anos 1980:

— Quando eu estava numa espécie de litígio com minha gravadora, foi ele quem me avisou que o departamento de divulgação da companhia havia exigido que as rádios tirassem minha música da programação. Briguei com as gravadoras, sempre tive essa postura de não fazer concessões ao mercado.

Alceu reforça que tem forte ligação com Porto Alegre. Costuma caminhar pelo Parcão e pelo bairro Moinhos de Vento quando vem à cidade, já homenageada nas canções P da Paixão e Senhora Dona – esta dedicada ao poeta Mario Quintana. Alceu acredita que Pernambuco e Rio Grande do Sul têm identidades fortes e possuem diversas semelhanças.

— Parecem não caber no Brasil ao mesmo tempo em que expressam uma brasilidade única, são quase contrapontos complementares. Na época de Vargas, houve uma migração de pernambucanos para o Rio Grande do Sul, incentivados pelo governo, para trabalhar nas lavouras. Quando eu era menino, no interior de Pernambuco, ouvia dizer que o pernambucano é o gaúcho a pé (risos).

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