Terry Jones, do Monty Python, morre aos 77 anos

23.01.2020 | 14h00 - Atualizada em: 23.01.2020 | 14h33
Lívia Fernandes
Por Lívia Fernandes
Estagiária
"O sentido da vida" de Terry Jones

BLOG

Universo Compartilhado

Ator ficou mundialmente conhecido como integrante do grupo humorístico britânico

Um dos integrantes do grupo Monty Python, o ator Terry Jones morreu aos 77 anos, informou sua família em comunicado nesta quarta-feira (22), após uma longa batalha contra uma forma rara de demência. 

"Terry faleceu na noite de 21 de janeiro de 2020 aos 77 anos de idade, com sua esposa, Anna Soderstrom, ao seu lado, depois de uma batalha longa, extremamente corajosa, mas sempre bem-humorada, com uma forma rara de demência, a FTD", informaram. "Seu trabalho com Monty Python, seus livros, filmes, programas de televisão, poemas e outros trabalhos viverão para sempre, um legado adequado para um verdadeiro artista multifacetado". 

De acordo com sua família — esposa Anna e filhos Bill, Sally, Siri —, ele travou uma "batalha extremamente corajosa, mas sempre bem-humorada" contra a demência frontotemporal (DFT). "Vivíamos na presença de um homem extraordinariamente talentoso, brincalhão e feliz, levando uma vida verdadeiramente autêntica e, em suas palavras, 'amorosamente coberto de glicose'", acrescentaram.

Nascido Terence Graham Parry, em de fevereiro de 1942, Terry era natural de Colwyn Bay, no País de Gales. Ele ficou mundialmente conhecido como integrante do grupo humorístico Monty Python, ao lado dos ingleses John Cleese, Eric Idle, Michael Palin e Graham Chapman (1941 - 1989), além do norte-americano Terry Gilliam. Eles ficaram conhecidos com o revolucionário programa de TV Monty Python Flying Circus, exibido pela BBC de outubro de 1969 a dezembro de 1974, parceria que se desdobrou também em projetos para o cinema.

O sexteto jogou para o alto tudo o que se conhecia da arte de fazer rir, com irreverência, mordacidade e versatilidade jamais vistas. Não seguia as convenções do vaudeville, tampouco do teatro e muito menos da tradicional escola radiofônica de humor. O grupo radiografou com perfeição a reprimida classe média britânica e fez o diabo com temas universais como sexo, religião, política e história.

Terry Jones (agachado) junto com seus ex-parceiros de Monty Python: Michael Palin, Eric Idle, Terry Gilliam e John CleeseLEON NEAL / AFP

Em seu primeiro sucesso no cinema, o Monty Python fez de O Cálice Sagrado (1975) um clássico do escracho. O alvo é a lenda do Rei Arthur, revista numa sucessão de esquetes hilários: entre outros, o duelo dos cavaleiros, em que um deles é reduzido a tronco falante, o teste para identificar uma bruxa, a teoria sobre capacidade de carga das andorinhas, o resgate da falsa princesa da torre do castelo, os cavaleiros que dizem “ni”, a prova de conhecimentos para cruzar a ponte e a inesquecível marcha dos cavaleiros de Arthur, que sem cavalos, troteiam embalados por servos que batem cocos como se cascos fossem.

Também foi marcante a sátira bíblica A Vida de Brian (1979), no qual tiram sarro da jornada de Jesus Cristo espelhada num sujeito que nasceu no mesmo dia e cumpre saga semelhante à do filho de Maria. O desfecho do filme, com a crucificação encenada como um musical, é um dos momentos memoráveis do Monty Python. 

 

Por: GaúchaZH

Matérias Relacionadas