Teskey Brothers espalha pelo mundo o Soul/Blues australiano

Leo Almeida
Por Leo Almeida
TTESKBROTdivulgação

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No novo e segundo álbum, "Run Home Slow", os Teskey Brothers conseguem repetir a consistência de sua leitura de Blues/Soul baseada na mistura de tradição e modernidade.

O grupo, originalmente do vale de Yarra, localizado nos arredores de Melbourne, ganhou os holofotes desde que surgiu. Liderada por Josh Teskey e seu irmão Sam, a banda alcançou a marca dos 20 melhores colocados no ranking australiano logo no álbum de estréia, auto-produzido e lançado em 2017, "Half Mile Harvest".

Os irmãos Teskey, contam com o baixista Brendon Love e o baterista Liam Gough para completar a formação da banda. A sonoridade continua consistente com o aditivo principal, a voz de Josh com forte influência de Otis Redding, temperada por outros elementos. No novo e segundo álbum de estúdio, "Run Home Slow", os músicos conseguem repetir o sucesso de sua celebrada leitura baseada na mistura de tradição e modernidade. Uma prova disso são os números - o novo álbum entrou na lista das paradas americanas atrás apenas do aclamado "Western Stars", novo trabalho de Bruce Springsteen.

TESKBROT02Foto: divulgação

O produtor Paul Butler, o mesmo que colaborou com Michael Kiwanuka e Andrew Bird, foi especialmente convidado para o novo álbum, e aceitou ao chamado prontamente voando para o estúdio em Warrandyte, Victoria, na Austrália.

Ao longo do álbum, uma coisa que se destaca é a sensação experimental. Faixas como 'Man Of The Universe', com a mistura de influências de jazz e gospel, e a esperançosa e desafiadora 'Hold Me', que apresenta um coral imerso em repetidas frases, mostram o quarteto disposto a explorar um lado diferente de seu som. 

"Run Home Slow" chega para dar sequência ao ótimo trabalho de estreia. É um álbum bem elaborado que deve agradar aos fãs do blues clássico e aos que curtiram o anterior, "Half Mile Harvest", mas também pode conquistar muitos novos ouvintes.

O destaque na programação da itapema é 'So Caught Up', faixa que lembra o astral de 'You Know I'm No Good', de Amy Winehouse, um groove colante e divertido, que brilha ao demonstrar experimentalismo e outros caminhos criativos. 

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