Turma da Mônica: no aniversário de 60 anos, confira a evolução dos principais personagens

20.07.2019 | 10h45 - Atualizada em: 21.07.2019 | 11h26
Anna Rios
Por Anna Rios
Turma da Mônica

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Traços foram se alterando ao longo das décadas

Por GaúchaZH

Desde que Mauricio de Sousa desenhou pela primeira vez os personagens da Turma da Mônica para as tirinhas do extinto jornal Folha da Tarde, os integrantes da história em quadrinhos mais popular do Brasil sofreram alterações na aparência.

Quando o primeiro gibi foi lançado, em 1970, os traços de Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento, entre outros personagens, já estavam mais arrendondados do que aqueles vistos nas tirinhas, detalhe que se aprimorou com o tempo. 

Versão adolescente da turminha, a Turma da Mônica Jovem já aposta no estilo mangá japonês, com traços harmoniosos.

Confira a mudança nos traços dos principais personagens: 

Mônica

Mônica: de traços briguentos em 1963 a um perfil doce na Turma da Mônica JovemFoto: Divulgação

Líder da turminha, Mônica só surgiu em 1963, quatro anos depois da criação de Bidu e Franjinha e três depois de Cebolinha. De acordo com Mauricio de Sousa, ela foi inspirada em sua segunda filha, de mesmo nome, que desde cedo demonstrava uma forte personalidade. 

Curiosamente, o primeiro desenho de Mônica a retrata com feição braba e ensimesmada. Esses traços foram se perdendo ao longo das décadas. Na Turma da Mônica Jovem, a garota ganhou um aspecto doce e meigo — mas ainda é a "cabeça" da turminha, demonstrando opinião, personalidade e capacidade de liderança. Também quis colocar aparelho nos dentes para deixar de ser chamada de "dentuça".

Cebolinha

O primeiro Cebolinha (E), o Cebolinha que ficou conhecido pelo público (C) e o personagem maduro em Turma da Mônica JovemFoto: Divulgação

Cebolinha foi criado em 1960 como um menino inteligente e meio malandro — característica que se acentuou com a chegada de Mônica, a menina briguenta com quem passa a travar uma disputa pela liderança. 

De acordo com Mauricio de Sousa, o personagem foi inspirado em um menino que conheceu na infância, no interior de São Paulo. Na Turma da Mônica Jovem, ele prefere ser chamado de Cebola e aprendeu a usar a letra R — cacoete que só retorna quando fica nervoso. Segue espertinho e querendo dominar o mundo, mas descobriu que sua implicância com a Mônica é, na verdade, uma verdadeira afeição: eles são apaixonados um pelo outro. 

Cascão

O primeiro desenho de Cascão traz o personagem com rosto zangado (E); com o tempo, suas feições ficaram amigáveisFoto: Divulgação

O menino engraçado, sujinho e parceiro de Cebolinha nas malandragens foi criado em 1961 — também inspirado em um garoto que Mauricio de Sousa conheceu na infância. Rapaz bonito na Turma da Mônica Jovem, desenvolveu uma vaidade e parou de fugir do banho — ao menos é o que diz para os amigos. Também virou um adepto dos esportes e mantém sua paixão por Maria Cascuda. 

Magali

Inspirada em outra filha de Mauricio de Sousa, Magali foi criada somente em 1964Foto: Divulgação

Em 1964, Mauricio de Sousa criou a melhor amiga de Mônica: Magali, também inspirada em uma filha do quadrinista — que era, de acordo com o pai, comilona e "devoradora" de melancia. 

Assim como os outros personagens, o desenho de Magali ganhou contornos arrendondados com a passagem do tempo. Na Turma da Mônica Jovem, ela é uma menina que aprendeu a se preocupar com a alimentação. 

Chico Bento

O primeiro Chico Bento (E) traz a compleição tranquila do morador do interiorFoto: Divulgação

Mauricio de Sousa inspirou-se em um tio-avô, que não chegou a conhecer mas sobre o qual ouvia histórias engraçadas, para criar, no ano de 1961, o menino caipira. Chico Bento também foi a forma que o quadrinista encontrou para prestar uma homenagem às pessoas do campo. 

O menino surgiu como uma versão mirim de Jeca Tatu, preguiçoso e desengonçado, mas seus traços foram ganhando o formato dos outros integrantes da Turma da Mônica. Sua versão adolescente ganhou uma HQ separada da Turma da Mônica Jovem, chamada Chico Bento Moço. Os gibis acompanham sua aventura pela faculdade de agronomia, onde tenta se distanciar do visual caipira — mas ainda assim é chamado pelos colegas de "Goiabento". 

 

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