Vinhos e espumantes catarinenses se destacam com prêmios nacionais e internacionais

Itapema FM
Por Itapema FM
Redação
Vinhos e espumantes catarinenses se destacam com prêmios nacionais e internacionais

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Confraria do vinho

Produção em Santa Catarina tem pouco mais de 20 anos e já chama atenção de apreciadores de vinho e enólogos.

Foto: Betina Humeres

A produção de vinho no mundo já tem mais de mil anos, mas Santa Catarina  ainda está nos primeiros passos, com apenas 20 anos de história. Apesar disso, os vinhos e espumantes produzidos no Estado têm se destacado nas premiações mais importantes do Brasil e já conquistaram até mesmo prêmios internacionais.  

De acordo com o engenheiro de alimentos e especialista em vinhos WSET L3, Alex Copetti de Araujo, as primeiras uvas com o objetivo de produzir vinhos foram plantadas entre 1998 e 1999, sendo que uma videira leva em média de quatro a cinco anos para começar a produzir uvas para produção de vinhos. Isso significa que as primeiras garrafas foram produzidas a partir de 2003, sendo que em 2005 o Estado já recebeu o primeiro prêmio de destaque. 

O vinho com a uva Pinot Noir produzido pela Vinícola Pericó foi eleito como o melhor da categoria em uma premiação nacional. Em 2011, o mesmo vinho recebeu novamente esse prêmio e ainda hoje está entre os melhores da categoria no Brasil.
Conforme Araújo, a Pinot Noir é uma uva tinta originária da Borgonha, na França, e foi uma das que mais se adaptou ao clima e geografia de Santa Catarina, junto com outras duas uvas brancas, a Chardonnay, também da Borgonha, e outra francesa, a Sauvignon Blanc, originária de Bordeaux. 

— São uvas mais delicadas, que preferem o clima frio, por isso se adaptaram bem a Serra catarinense — explica o engenheiro vinhos. 

 

Vinhos e espumantes catarinenses se destacam com prêmios nacionais e internacionais Guilherme Hahn/Diário Catarinense

Condições geográficas propiciam qualidade

Segundo Araújo, os melhores vinhos são produzidos em locais com determinadas condições geográficas, em latitudes entre 30° e 50°, tanto no hemisfério Norte como no Sul. Em Santa Catarina, não há essas condições, mas através de pesquisas, da Epagri e também dos empresários que decidiram investir na produção de vinhos, foi possível encontrar locais na Serra catarinense em que outras condições eram favoráveis. 

— Onde não há a latitude ideal é preciso procurar alguma outra variável que elimine os efeitos nocivos. Nós tínhamos a altitude, com locais na Serra a 1300 metros acima do nível do mar, e amplitude térmica, com grande diferença entre as horas de mais frio e as horas mais quentes, condição de que a videira precisa para se desenvolver — comenta o engenheiro. 

Entre as primeiras vinícolas estão a Quinta da Neve, a Villa Francioni e a premiada Vinícola Pericó. Todas reuniram empreendedores catarinenses amantes de vinho, que também resolveram investir na produção da bebida. Conforme Araújo, apesar da produção pequena, a Serra catarinense já é referência em termos de qualidade. 

— Em degustação às cegas, em que o rótulo é escondido e são comparados vinhos na mesma faixa de preço e qualidade, os catarinenses são geralmente escolhidos como os melhores — comenta.  

Espumantes locais são premiados no exterior

Para Araújo, as premiações confirmam a qualidade da produção. Depois dos primeiros prêmios, muitos outros vieram. Além dos vinhos, também se destacam as conquistas dos espumantes.

Em 2008, o espumante Cave Pericó Nature logo na primeira safra recebeu medalha de ouro na categoria método tradicional no concurso da Associação Brasileira de Enologia. Na mesma premiação, o espumante Cave Pericó Rosé Brut recebeu medalha de ouro na categoria método charmat. 

Em 2013, o vinho Pericó Chardonnay Plume ganhou medalha de ouro no concurso mundial de Bruxelas. No mesmo ano, o Pericó Basaltino foi eleito o melhor Pinot Noir do país pelo Guia de Vinhos do Brasil. Em 2016 e 2017, o mesmo vinho recebeu medalha de ouro na grande prova de vinhos do Brasil, nas safras de 2016 e 2017. 

 Em 2014 e 2015, o Pericó Vigneto, feito com a uva Sauvignon Blanc, ganhou o prêmio de melhor vinho branco nacional na Expovinhos, que atualmente se chama Wine South América. 

Araújo também destaca outro vinho que foi uma conquista catarinense: o Icewine ou Vinho do Gelo. 

— É um vinho conhecido como vinho de exceção, muito difícil de fazer, porque precisa de uma condição exata para colheita e produção. Isso só aconteceu em 2009: as uvas foram colhidas a uma temperatura de -7ºC. e foram transportadas congeladas até a produção. Esse vinho participou do Concurso de Vinos y Espirituosos, em Miami, nos Estados Unidos — conta Araújo.   

Apesar dos prêmios, Araújo diz que as conquistas foram depois de muitas tentativas e erros e que ainda há muito para avançar. 

— Tem até um ditado que diz que os 100 primeiros anos são para tentativa e erro. Vinho é sempre um negócio a longo prazo: tentar, errar, persistir. Ainda estamos melhorando, o número de vinícolas vem aumentando e a qualidade também. Por isso com certeza muitos outros prêmios e reconhecimentos ainda estão por vir — finaliza.  

 

A oportunidade de provar bons vinhos, catarinenses ou de outras regiões do Brasil e do mundo, você encontra na Confraria do Vinho, evento da Itapema FM que traz encontros que combinam vinhos de qualidade, alta gastronomia, boa música, arte contemporânea e networking em Florianópolis. 

O evento harmoniza pratos da alta gastronomia com vinhos e espumantes de diferentes partes do mundo e é o momento ideal para aproveitar uma noite descontraída na Alameda Casa Rosa, um dos espaços mais conceituados da Capital. Os ingressos já estão à venda pelo site Blueticket.
 

O quê: Confraria do Vinho Itapema 2019

Datas:

3ª edição – 12/09

4ª edição – 10/10

5ª edição – 07/11

6ª edição – 12/12

Horário: 20h.

Onde: Alameda Casa Rosa (Rodovia Admar Gonzaga, 3401 - Itacorubi, Florianópolis)

Ingressos: R$160. Podem ser adquiridos no site Blueticket ou nos pontos de venda (Siqlo Beiramar Shopping, Bellacatarina, Decanter, O Padeiro de Sevilha, Geração Hyundai, Escritolândia SC 401 e Jazzinn).

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