"Hurt", novo single de Arlo Parks, ganha videoclipe

20.08.2020 | 17h06
Por Marina Martini Lopes
Editora
"Hurt" segue o single "Black Dog", que acumulou cerca de 10 milhões de streams em todo o mundo

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Mundo Itapema

Lançada pelo selo Transgressive, faixa aborda temas como a cura da dor e do sofrimento

A artista britânica Arlo Parks compartilhou na internet o seu novo single, Hurt, junto com o clipe que o acompanha, dirigido pela colaboradora de longa data Molly Burdett. Em Hurt, os vocais suaves de Parks são amplificados por um poderoso interlúdio falado conforme a música avança. Sobre a faixa, a cantora comenta: "Hurt envolve a possibilidade de cura da dor e a natureza temporária do sofrimento. É para elevar e confortar aqueles que estão passando por tempos difíceis."

Hurt segue o single Black Dog, que acumulou cerca de 10 milhões de streams em todo o mundo e atingiu a Lista A na BBC Radio 1 e na BBC 6Music simultaneamente por semanas a fio. Parks também cantou a música ao vivo no Pyramid Stage, como parte da cobertura do Glastonbury deste ano. Recentemente, ela foi capa da NME, além de ter sido incluída na lista 2020 Dazed 100. No AIM Independent Music Awards, a artista ganhou o primeiro lugar na categoria One to Watch.

As canções sucedem a primeira música lançada por Parks neste ano, Eugene; e um ano de 2019 que viu o lançamento de dois EPs - Sophie e Super Sad Generation. A cantora também lançou recentemente um cover de Creep, do Radiohead, como parte do próximo curta-metragem de Tom Dream, Shy Radicals. A versão conecta Parks com outras pessoas que enfrentam desafios com a introversão: cuidar da saúde mental é uma questão muito importante para a artista, e o cover foi compartilhado logo depois de Black Dog, música que ela diz ser "para fazer as pessoas que estão lutando se sentirem menos isoladas e iniciar uma conversa sobre a prevalência de doenças mentais no mundo de hoje." Recentemente, Parks foi anunciada como embaixadora da instituição de caridade CALM para saúde mental.

Em um nível pessoal, Parks lutou com sua identidade enquanto crescia. "Eu sou uma garota negra que não sabe dançar, ouço música emo e atualmente tenho uma queda por uma garota na minha aula de espanhol", ela escreveu em certo ponto. Quando chegou aos 17 anos, ela raspou a cabeça, descobriu que era bissexual e produziu e escreveu material suficiente para um álbum.

Alexandra Waespi

Crescendo no sudoeste de Londres, meio nigeriana, um quarto chadiana e um quarto francesa, Arlo Parks aprendeu a falar francês antes do inglês. Uma criança quieta, ela escrevia contos e criava mundos de fantasia; depois ficou obcecada por poesia falada, lendo poetas americanos como Ginsberg e Jim Morrison e assistindo a performances de Chet Baker no YouTube. Hoje em dia, ela se refere a Nayyirah Waheed, Hanif Abdurraqib e Iain S. Thomas como seus poetas modernos favoritos, e está claro que suas obras são tão influentes em suas composições quanto qualquer músico. Livros também, como The Bell Jar, de Sylvia Plath; e Norwegian Wood, de Haruki Murakami. "A maneira como Murakami escreve naquele livro é como eu aspiro escrever minhas canções: corajosa, sensível e humana", diz Parks.

Water, de Fela Kuti, e Sittin On The Dock Of The Bay, de Otis Redding, fizeram a trilha sonora da infância de Arlo Parks, mas foi aos 13 anos que ela descobriu King Krule; um artista que influenciaria fortemente a música que ela escreve hoje. Mais tarde, ouvindo mais hip-hop (de Kendrick Lamar, MF Doom e Earl Sweatshirt aos sons mais confessionais de Loyle Carner) e rock (Jimi Hendrix, Shilpa Ray e David Bowie), bem como os sons contidos e doloridos de Keaton Henson, Sufjan Stevens e Julien Baker, Parks explica, "eu escrevia histórias tão detalhadas que você poderia prová-las, enquanto mantinha a energia e a vida do hip-hop que eu amava." Há uma característica cinematográfica, bastante visual, em sua escrita, influência de seu amor por filmes de terror, streetwear e arte abstrata.

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