Pierce Brosnan, ex-James Bond, defende que próximo 007 seja mulher

Por Anna Rios
Intérprete de James Bond em quatro filmes da franquia, Pierce Brosnan defende que o agente secreto seja vivido por uma mulher

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"Saiam do caminho, garotos, e deixem as mulheres ocupar esse lugar", disse o astro de 66 anos

Por GaúchaZH

O ator Pierce Brosnan, 66 anos, que interpretou James Bond entre 1995 e 2002, defendeu a ideia de que uma mulher deve ocupar a próxima vaga do personagem 007.

— Acho que nós só vimos homens nos últimos 40 anos. Saiam do caminho, garotos, e deixem as mulheres ocupar esse lugar! Acho que seria divertido, seria empolgante —afirmou Brosnan, em entrevista ao site americano Hollywood Reporter divulgada nesta segunda-feira (9).

Brosnan interpretou 007 nos longas 007 - Contra GoldenEye (1995), 007 - O Amanhã Nunca Morre (1997), 007 - O Mundo Não É o Bastante (199) e 007 - Um Novo Dia para Morrer (2002).

O ator defende a ideia, mas acha que isso não deve ocorrer enquanto a produtora do filme for Barbara Broccolli, filha de Albert Broccolli (1909-1996) que comprou os direitos do personagem dos romances de Ian Fleming (1908-1964). Isso porque a produtora mantém um perfil mais tradicional a respeito da saga.

Brosnan acha que uma mulher caberia no papel neste momento em que movimentos como o #MeToo ganham força. 

O próximo filme, No Time to Die, que estreia em 2020, terá Daniel Craig no papel, ator que vive o personagem desde 2006. Segundo o Hollywood Reporter, o fim do longa dará a entender que a próxima 007 seria a atriz britânica Lashana Lynch, de 31 anos.

Este é o último filme de Craig, que já ensaiou se aposentar do papel algumas vezes e chegou a dizer que "cortaria os pulsos" a interpretar o herói novamente. Na época, foram cogitadas algumas atrizes que pudessem fazer o papel de 007, entre elas, Gillian Anderson, de Arquivo X.

Brosnan já defendeu para o papel nomes como Tom Hardy e Idris Elba e diz que esse é o tipo de personagem que marca a vida de qualquer ator. 

— James Bond tem sua significância, é um grande orgulho. Serei perguntado sobre isso até meus últimos dias de vida — afirmou o antigo agente secreto.

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