Selo de qualidade reconhecido internacionalmente deve valorizar vinhos catarinenses

Luisa Wink
Por Luisa Wink
Selo de qualidade reconhecido internacionalmente deve valorizar vinhos catarinenses

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Confraria do vinho

Marcas catarinenses buscam reconhecimento que garante qualidade e procedência dos vinhos finos de altitude de Santa Catarina

Poucos lugares são tão variados cultural e geograficamente quanto o Brasil. Ao mesmo tempo em que somos conhecidos pelo calor e pelas praias, temos também regiões onde o frio intenso estimula a produção de alguns dos melhores vinhos do país. 

Na Serra catarinense estão vinícolas que colocam Santa Catarina na rota dos admiradores da vitivinicultura nacional. Também é de lá que saem alguns dos rótulos que vêm se destacando em concursos nacionais e internacionais.

Em municípios como São Joaquim, Urubici e Bom Retiro, uvas de diferentes tipos prosperam a mais de 900 metros de altitude. Em meio às araucárias, o local de características originais propicia o crescimento de parreiras que são transformadas em vinhos finos e espumantes dignos de prêmios. Pela qualidade e reputação dos produtos (que só melhora), Santa Catarina vem pleiteando no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a qualificação de Indicação Geográfica (IG) dos vinhos finos de altitude. 

— Uma Indicação Geográfica não é uma certificação, mas sim, um reconhecimento oficial de que o território – e nesse caso, as regiões catarinenses de altitude – é reconhecido como único para produção de um determinado produto — explica Alan Claumann, coordenador estadual de turismo do Sebrae-SC.

Selo de qualidade reconhecido internacionalmente deve valorizar vinhos catarinensesRicardo Wolffenbüttel/Diário Catarinense

Conquistar o selo de IG e tê-lo atrelado a um rótulo é uma forma de valorizar o trabalho dos produtores de vinho da região, de fomentar a economia local e de estimular o consumo dos produtos, que ganham mais visibilidade e se tornam cada vez mais competitivos. Para o consumidor, o selo também prova que o produto que está em suas mãos tem procedência e qualidade.

— A expectativa é que essa IG reforce ainda mais a notoriedade dos vinhos de altitude, o que implicará em ganhos para o território de produção – com mais turistas, e para os produtores, com mais vendas — reforça Claumann.

No mundo, não faltam exemplos de Indicações Geográficas famosas: Champagne, Bordeaux e Porto são algumas das mais conhecidas. E quando assunto é vinho ou espumantes, basta associar a bebida ao nome da cidade para saber que a qualidade vai ser inquestionável. 

— Na Europa, 60% das vendas dos produtos com IG ocorrem na própria região de produção. Esse é um dado que mostra que uma IG fortalece o turismo, e com a vinda dos turistas em maior número, tanto os produtores de um produto com IG quanto os demais empresários locais (restaurantes, pousadas, comércio, artesanato), são beneficiados — explica o coordenador de turismo.

Em Santa Catarina, enquanto a certificação não sai, seguimos aproveitando cada oportunidade de degustar os bons vinhos locais. Uma delas é o Confraria do Vinho, que chega à 11ª edição com encontros que combinam vinhos de qualidade, alta gastronomia, boa música, arte contemporânea e networking em Florianópolis. 

O evento harmoniza pratos da alta gastronomia com vinhos e espumantes catarinenses e de diferentes partes do mundo e é o momento ideal para aproveitar uma noite descontraída na Alameda Casa Rosa, um dos espaços mais conceituados da Capital. Os ingressos já estão à venda pelo site Blueticket.

Saiba mais sobre o evento clicando aqui.

O quê: Confraria do Vinho Itapema 2019

Datas:

1ª edição – 18/07

2ª edição – 15/08

3ª edição – 12/09

4ª edição – 10/10

5ª edição – 07/11

6ª edição – 12/12

Horário: 20h.

Onde: Alameda Casa Rosa (Rodovia Admar Gonzaga, 3401 - Itacorubi, Florianópolis)

Ingressos: R$160. Podem ser adquiridos no site Blueticket ou nos pontos de venda (Siqlo Beiramar Shopping, Bellacatarina, Decanter, O Padeiro de Sevilha, Geração Hyundai, Escritolândia SC 401 e Jazzinn).

 

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